‘Massacre em Orlando foi crime de lesa humanidade’

Sonia Racy

14 de junho de 2016 | 00h14

Empresário de casas noturnas gays de SP, Facundo Guerra não acredita que o atentado de Orlando deva ser circunscrito à comunidade gay: “Foi um crime de lesa humanidade. Numa escala maior, a motivação foi, em primeiro lugar, genocida. E em segundo, homofóbica”, explica o dono de boates como Lyons Club e Yacht.

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Para Guerra, fazer a separação homofóbica apenas aumenta o preconceito: “Um acontecimento desses fere a todos, independentemente da orientação sexual das vítimas. O que temos que fazer é combater os fascistas, principalmente das redes sociais, que aproveitam essa situação para propagar o ódio contra os gays”, continuou.

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Indagado sobre o sistema de segurança de suas casas, o empresário diz que já existe uma revista rigorosa e que não vai mudar o esquema para a Olimpíada. “O medo é uma ferramenta de controle. Eu não vou ceder. Temos que nos unir contra isso”.

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Quem pesquisou encontrou. Ontem, era possível, comprar pela internet uma arma AR-15 – igual à do atirador de Orlando, por U$700.
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