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Sonia Racy

19 de dezembro de 2015 | 01h45

O script da saída de Joaquim Levy do Ministério da Fazenda foi desaprovado pela iniciativa privada. Nas conversas que a coluna teve ontem com integrantes do mercado financeiro e empresários, ouviram-se críticas à maneira como Levy se movimentou para deixar a cadeira vazia.

E o ajuste fiscal, terá continuação? Há muitas dúvidas, visto o perfil heterodoxo de Nelson Barbosa. “Vão chamar o Guido Mantega para o Planejamento”, ironiza um empresário.

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É que Mantega é responsável, com Barbosa, pela introdução, na economia brasileira, da “nova” matriz econômica: juro baixo, câmbio desvalorizado e aumento do gasto público. Já Levy tentou trazer de volta o tripé câmbio flutuante, superávit primário e meta de inflação dos governos FHC e Lula.

Um quesito ninguém contesta: Barbosa é bom de política.

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Um dos responsáveis pela indicação de Levy, Luiz Trabuco, do Bradesco, foi sucinto, ontem, ao comentar a mudança: “Não importa o nome e sim a diretriz econômica que o governo vai seguir”.

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