ONU Mulheres e Netflix lançam coleção feita por mulheres

ONU Mulheres e Netflix lançam coleção feita por mulheres

Sonia Racy

04 de março de 2020 | 05h00

FOTO: DIVULGAÇÃO/NETFLIX

Coleção “Porque ela assistiu” celebra o poder de contar histórias neste Dia Internacional da Mulher 

Em pareceria inédita, Netflix e ONU Mulheres celebram o Dia Internacional da Mulher com a coleção Porque Ela Assistiu. Estarão disponíveis na plataforma séries, filmes e documentários selecionados através da curadoria de 55 mulheres que atuam à frente e atrás das câmeras — a partir de hoje, às 10h. Entre elas: Sophia Loren, Janet Mock, Salma Hayek, Yalitza Aparicio, Millie Bobby Brown, Laurie Nunn, Lana Condor, Ava DuVernay e as brasileiras Petra Costa, Giovanna Ewbank, Pathy Dejesus, Bruna Mascarenhas, Juliana Vicente e Andrea Barata Ribeiro. Em conversa com a coluna, a porta-voz da organização, Angeline Martyn, resumiu: “A Netflix nos traz uma oportunidade de alcançar novas mulheres para a discussão da ‘Geração Igualdade’, tema da campanha da ONU Mulheres desse ano”. A seguir, os principais momentos da conversa.

DIVULGAÇÃO/ONU

Como se deu a parceria entre a ONU Mulheres e a Netflix?
Este ano, quando a Declaração e Plataforma de Ação de Pequim completa 25 anos, nós entendemos que é preciso procurar novos parceiros, principalmente na iniciativa privada, para que nos ajudem a construir o debate sobre a igualdade dos direitos das mulheres. A Netflix nos traz uma oportunidade de alcançar novas mulheres para a discussão da “Geração Igualdade”, que é o nome da campanha desse ano da ONU Mulheres. Em conjunto com a Netflix, observamos que o desafio estava em contar histórias e mostrar a ampla diversidade das mulheres no mundo todo – tanto diante como por trás das câmeras.

Desses 25 anos para cá os direitos das mulheres avançaram a passos bem lentos. Nenhum país conseguiu atingir essa igualdade. Este ano a ONU fará dois fóruns, um na Cidade do México, em maio, e outro em Paris, em julho. Quais as metas e objetivos que serão discutidos nesses eventos para que, finalmente, o mundo consiga caminhar para atingir essa igualdade?
Com esses dois fóruns temos a ambição de atingir seis objetivos, que são, sem ordem de importância: combater a violência baseada em gênero, trazer oportunidades de igualdade econômica, priorizar a autonomia corporal, da saúde e a liberdade sexual e reprodutiva da mulher, gerar ações de grupos feministas para mudar o clima de justiça, trazer tecnologia e inovação para gerar igualdade de gênero e gerar liderança para movimentos feministas. Esses objetivos foram baseados em quatro ações de cunho global, que são: gerar mobilização coletiva, inspirar conversas locais e globais entre gerações, conectando mulheres e meninas, trazer investimento imediato que possa gerar impacto na igualdade e criar ações que alterem os caminhos que foram tomados até agora.

Em quanto tempo pretendem atingir esses objetivos?
O plano é que em cinco anos, através desses seis objetivos, nós consigamos uma igualdade irreversível através de parcerias com líderes da iniciativa pública e privada, que tomem a responsabilidade de liderar esses projetos de ações baseadas nos objetivos apresentados.

Que mensagem pode deixar para que os meninos e meninas da próxima geração sejam mais iguais?
Vocês são a geração igualdade, a geração que tem a oportunidade de exterminar e acabar com a desigualdade. Juntos, tomando ações e criando uma linguagem nova, que possa trazer o dialogo intergeracional que venha alinhar e mudar atitudes e comportamentos que tragam a igualdade de gênero no mundo todo.
/SOFIA PATSCH

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