TRIBUTO A SINATRA

TRIBUTO A SINATRA

Sonia Racy

19 de agosto de 2015 | 03h04

Foto: Cristiane Moreira

Louis Roover estreia hoje, no Teatro Bradesco, seu Salute to Sinatra– um tributo ao dono dos famosos “blue eyes”. Fã do astro americano desde a adolescência, ele apresenta seus grandes sucessos, acompanhado da Hollywood Orchestra. O cantor britânico falou à coluna por e-mail.

Qual é, na sua opinião, o maior legado de Sinatra?
Ele foi o princípio do que chamam de “high arts” na música, com tudo o que criou junto com Nelson Riddle. E também foi um ator honesto. Por exemplo, ele deu 200% de sua alma em alguns filmes. E fazia o mesmo quando cantava. O público reconhece isso. Sempre digo aos jovens cantores: “Se você não coloca intenção no que está cantando, não faça o público perder tempo e dinheiro”.

O que conhece de bossa nova e música brasileira?
Eu amo a música brasileira e cantarei um pouco dos hits do Tom Jobim, já que ele gravou três álbuns com Frank Sinatra.

Acredita que a música perdeu muito com as modernas tecnologias de gravação?
Sim. Devemos sempre ter cuidado e buscar nossos próprios gostos na música e não aceitar algo negativo, que nos seja imposto pelas pessoas que querem isso dessa maneira. Especialmente os adolescentes. Venha ver os incríveis jovens músicos da minha orquestra (The Hollywood Orchestra) e verá que, quanto mais atento e inteligente for o músico, menos ele aceitará aquilo que tentam lhe impor.

Quais outros grandes você tem vontade de interpretar?
Tony Bennet, Andy Williams, Matt Monro e Bobby Darin, sempre com um pouco de Francis Albert Sinatra. / MARILIA NEUSTEIN

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