Olho no lance

Sonia Racy

07 de novembro de 2014 | 01h11

A defesa de Raymond Whelan, um dos acusados de integrar a máfia de venda ilegal de ingressos da Copa, tem em mãos perícia de Ricardo Molina contestando dados da denúncia apresentada contra ele e outras onze pessoas.

E mais: aponta falsidade ideológica. Diz, entre outras, que o número de telefonemas trocados entre o executivo da Match Services e Mohamadou Lamine Fofana, apontado como o operador do esquema, é muito menor do que sustenta o MP. E que, na maioria deles, não houve uma “conversação de fato”.

Lance 2

Para o promotor Marcos Kac, responsável pelo caso, a perícia não muda nada. “Ao que me consta, telefonar para alguém não é crime no Brasil. Não faz diferença o número de ligações”, diz.

Ele contra-ataca: a defesa dos réus – soltos por decisão do STF – está usando “chicanas jurídicas” para atrasar o início do processo. “Compete ao Judiciário acabar com isso, a ação não pode ficar parada.”

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