Olha o bode na sala do BC

Redação

16 de abril de 2009 | 06h00

O Banco Central tem feito peregrinações pela área econômica discutindo como resolver o “problema” do rendimento das cadernetas de poupança – que, em junho, vai ultrapassar todos os outros rendimentos conservadores no Brasil.

É que, com a queda da taxa de juros, a poupança sairá ganhando, visto que rende TR mais 0,5% de juros por mês e não paga imposto, como outras aplicações.

Pelo que se apurou, o mais fácil, técnicamente, seria mexer no cálculo da TR, como já se fez no passado. Bastaria, para tanto, uma circular do BC. Mas há quem defenda a introdução da cobrança de imposto em aplicações acima de uma certa quantia – por exemplo, R$ 50 mil. Como 93% das cadernetas de poupança hoje têm menos que R$ 10 mil, o pequeno poupador não seria atingido.

Para o ex-BC Alexandre Schwartsman, hoje no Santander, essa opção traz problemas. “O imposto só poderia ser cobrado no ano que vem”, pondera. Mas, e se em vez de imposto fosse “contribuição? “Aí terão que esperar só três meses. Mas seria o mesmo que o rabino servir porco e dizer que é bode. Poder pode, mas….”

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