Ode ao violão

Sonia Racy

12 de janeiro de 2012 | 23h01

O que o público pode esperar do show?

Eu queria, há algum tempo, fazer um show só de violão. Experimentar algo diferente da minha turnê. Assim, escolhi para o repertório músicas que cabem melhor nesse formato. Como sempre, compus no violão, existem algumas articulações específicas.

E por que fazer este show, mais intimista, agora?

Acho que me senti pronto para isso. Antes, tinha um pouco de medo da monotonia do show, de não ter um repertório à altura. Com o passar do tempo, as coisas caminharam para isso e chegou a hora de realizar essa vontade.

Foi nesse contexto que você resolveu convidar o rabequista Thomas Rohrer para participar?

É, ele circula nesse cenário de música de improvisação livre. É um músico muito emotivo. Extremamente técnico e, ao mesmo tempo, sentimental. É difícil explicar o que ele faz. Sua relação com o instrumento é uma coisa tão antiga… É um artista mesmo.

E a turnê de 15 anos de comemoração dos Los Hermanos? Como foi a decisão? A gente se encontra “bienalmente”, né?

Estou animado. Nós nos afastamos em um momento bom, antes de ficar qualquer marca nas relações; nos gostamos muito. Temos uma relação de amor com a banda e o nosso repertório. Acho que vamos carregar o Los Hermanos para sempre, como um momento muito transformador. Além disso, há o vínculo afetivo com o público, que é ótimo. Acho que esse encontro, como todos os outros, será muito feliz.

Qual sua opinião sobre a febre Michel Teló?

Sou grande admirador desses fenômenos e de quem consegue criá-los, como a Sharon Acioly (autora do hit Ai Se Eu Te Pego).

/MARILIA NEUSTEIN

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.