O xodó da abertura e seu olhar otimista

O xodó da abertura e seu olhar otimista

Sonia Racy

09 de agosto de 2016 | 00h55

guga

Um dos ex-atletas mais queridos do Brasil, Guga não acendeu a pira olímpica, mas incendiou a abertura ao entrar no Maracanã segurando a tocha. O campeão de tênis conversou com a coluna na Festa da Lacoste, no Club France – casa da França. Abaixo os melhores trechos da entrevista.

O que está achando do clima da Olimpíada?
Cada dia a gente percebe mais o entusiasmo de todos. E é nessas horas a gente consegue enxergar mais a beleza dos jogos olímpicos, as coisas boas. Claro que os desafios são imensos. Nosso país tem muita coisa para melhorar. Mas tem recompensas importantes, pessoas trabalhando duro, atletas se dedicando a vida inteira por esse momento. As pessoas começam a olhar com mais carinho e a partir da abertura a se emocionarem juntos. Todo mundo vira protagonista dessa festa.

Mas e todos os problemas que estão sendo apontados?
Aí precisamos rever. Mas o esporte é isso também. Arriscar nem sempre dá certo, mas é preciso ter a disposição para melhorar sempre. Isso seria um ensinamento importante que poderíamos levar, depois, para o dia a dia do nosso país.

Uma novidade desse ano foi o time de refugiados, o que achou dessa iniciativa?
É extraordinário. Todo ser humano precisa de esperança. Cada um de nós se alimenta disso. A Olimpíada do Rio vai ser lembrada como a primeira que teve o time de refugiados. E nesse mundo que vivemos coisas tão calamitantes isso é muito importante. E nos jogos prevalece esse consenso. Até em um caso super delicado – que é o doping da Rússia – está havendo o cuidado para tomar a melhor decisão possível, pensando nos atletas que buscam seu resultado corretamente, de uma forma limpa/ MARILIA NEUSTEIN.

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