o voto, o veto e o longa

Redação

28 de janeiro de 2010 | 12h30

Por Débora Bergamasco

A bilheteria de um filme é diretamente proporcional ao seu orçamento e mídia. A conclusão é da dupla Fernando Meirelles e Ana Muylaert, que debateu anteontem, no HSBC Belas Artes, o filme É Proibido Fumar. Que, apesar de sucesso de crítica, não foi bem.

Ana lamentou boicotes na divulgação: “A Glória Pires foi ao programa do Serginho Groisman, na Globo, divulgar É Proibido Fumar e passaram cena da novela Cabocla para ilustrar. Só porque o longa não era da Globofilmes”.

Paulo Miklos também deu entrevistas na emissora e disse que não pôde nem citar o nome da obra. Aliás, o Titã riu quando Meirelles comentou seus dotes físicos: “O Miklos fez um trabalho acima do normal para viver o galã do filme. Afinal ele não é nenhum Brad Pitt”.

Tese na mesa, a coluna perguntou a Ana, depois do debate: por que então Lula, O Filho do Brasil, que custou R$ 12 milhões e foi amplamente divulgado, não decolou? “Primeiro, porque o Barretão, ao dizer que esperava 10 milhões de espectadores, criou muita expectativa. Qualquer coisa abaixo disso já é frustrante”, apontou a cineasta. O filme, até, agora, teve menos de 800 mil espectadores.

Já o segundo motivo, no ver de Ana, seria político. “Acredito que o público que frequenta cinema não é exatamente o que vota no Lula“, arrisca. E ela, o que achou do filme? “Ainda não tive tempo de ver”, disfarçou.

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