O treinamento das mães

O treinamento das mães

Sonia Racy

06 Agosto 2016 | 00h05

Foto Michele Roth/Moana Filmes

Foto Michele Roth/Moana Filmes

No aquecimento para abertura dos Jogos, ontem, Rose Vilela, mãe de Thiago Pereira, Roseane Zanetti, mãe de Arthur Zanetti e Maria José Bednarczuk, mãe da Ágatha, da equipe do vôlei de praia, já estavam em clima de festa no hotel Royal Tulip, em São Conrado. Embaixadoras da campanha “Obrigado, mãe”, da Procter & Gamble, as três foram juntas para o Maracanã, acompanhar a cerimônia.

No almoço, Rose comentava a ausência de Thiago na cerimônia. “Os atletas da natação nunca vão porque eles competem logo na sequência e é muito cansativo”. ponderou. A mulher do nadador, Gabriela, detalhou: “É muito tempo de pé. Não dá…”. Entre uma sobremesa e outra, Gabriela revelou que está sem comer doce por uma promessa: “Dura até o dia 11”, depois da competição de que o marido participou. Lembrada de que Michael Phelps seria o condutor da bandeira americana, Rose brincou: “Já estou conversando com o Papai do Céu. Eu disse pra Ele que uma medalha não faz diferença. Mas na vida do meu filho…”

Já Roseane não escondia a ansiedade por acompanhar a festa pela primeira vez. “Em Londres chegamos só para competição” – e lembrou o início da carreira do filho. “O Arthur começou a treinar com sete anos. Foi um professor do pré que indicou. Colocamos ele para treinar e assim foi..”. Indagada se esperavam a medalha conquistada em Londres, respondeu: “Não ouro, né?”, rindo. Este ano, toda a família estará presente nas competições. “Alugamos um apartamento perto do parque e vem todo mundo, avó, tios, namorada…” E não perdeu a chance de falar sobre o fairplay, tirando uma foto com Sofia Botsiou, mãe de Eleftherios Petrounias, grande concorrente de Zanetti. “Até mandei para ele por whatsapp”.

A mãe de Ágatha, com as unhas coloridas de Brasil, fez camisetas com a foto da dupla de vôlei e com a legenda “Mãe de Atleta”. “Falamos com ela ontem e ela estava precisando de um colinho. Depois fomos jantar com a família e a sentimos bem confiante”, confidenciou. “Ela levou para a concentração até seus diários de infância. Para ler e lembrar como tudo começou. E uma das coisas que ela comentou comigo é como desde pequena ela é religiosa.” /MARÍLIA NEUSTEIN