O tango da estatização

Redação

06 de junho de 2009 | 06h00

Os empresários argentinos estão apavorados. Anteontem, o governo simplesmente resolveu avançar no controle da atividade empresarial. Proibiu a companhia Edesur, responsável por 16% da energia elétrica na Argentina, de distribuir dividendos aos acionistas.

Há duas semanas, transferiu a regulação dos cartões de crédito para o polêmico secretário Guillermo Moreno, que anda armado. E ja foram reestatizadas as empresas de Correios, Águas, Ferrovias, Aerolíneas Argentinas e outras, além dos fundos de pensão.

Cristina Kirchner, ante a nacionalização de três empresas argentinas do grupo Techint, instaladas na Venezuela, em lugar de defender a empresa resolveu criticá-la publicamente.

Se os Kirchner conseguirem maioria no Congresso, nas eleições do próximo dia 28, a coisa pode ficar ainda pior.

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