Geddel passou por cima de Calero e nomeou sucessor no Iphan

Sonia Racy

01 Dezembro 2016 | 01h00

Geddel Vieira Lima foi quem colocou Bruno Tavares no Iphan da Bahia. O mesmo Tavares que aprovou a construção do polêmico edifício La Vue, na praia da Barra, em Salvador. E a maneira como fez isso mostra o modus operandi do ex-articulador de Temer.

Pelo que apurou a coluna, no dia 6 de junho Marcelo Calero – no MinC havia 13 dias – recebeu um cartão timbrado de Geddel pedindo-lhe que exonerasse Fernando Ornellas, então titular do Iphan baiano. Motivo? Dizia apenas… “em face às novas diretrizes governamentais”.

O senhor 2

Novo cartão chegou ao ministro duas semanas depois – desta vez Geddel lhe remetia o currículo de Tavares para o lugar de Ornellas.

Para não deixar dúvidas, a linha final, em negrito, dizia: “Informo que encaminhamos o nome para a Casa Civil”. Ou seja, o martelo já estava batido.

O senhor 3

Tavares é ligado a Carlos Amorim, que comandou o Iphan baiano de 2008 a 2015 – ano em que Juca Ferreira afastou os dois. E foram eles que, ainda no instituto, autorizaram o polêmico La Vue.