O rei da telinha

O rei da telinha

Direto da Fonte

29 de junho de 2013 | 01h10

Foto: Nilton Fukuda/Estadão

Silvio de Abreu autografa hoje, na Livraria da Vila da Lorena, uma “biografia” de sua obra – Crimes no Horário Nobre, escrita por Raphael Scire. Um dos mais importantes autores da dramaturgia televisiva nacional, o autor de Guerra dos Sexos conversou com a coluna.

Qual foi a sensação de revisitar sua obra?

Acho que a primeira foi de surpresa. Nem me lembrava que tinha produzido tanto durante todos esses anos; depois, veio um grande orgulho. Afinal, foram muitos sucessos, muitos momentos importantes. Pelo menos duas gerações cresceram assistindo diariamente ao meu trabalho.

Por que Crimes no Horário Nobre, já que você é também tão conhecido pelo humor?

O Raphael Scire tem A Próxima Vítima, novela de 1995, como sua preferida entre todas as que escrevi. O lado policial que imprimo em minhas tramas o fascina mais do que a comédia ou o melodrama.

Você disse que reescrever Guerra dos Sexos foi mais difícil do que pensava. Por quê?

Acho que foi o trabalho mais difícil de toda a minha carreira. Por que prefiro fazer novela com liberdade, sem amarras, soltando a imaginação. E trabalhar com um produto, digamos, meio pronto acabou sendo um entrave. Gosto muito do que conseguimos com a novela, mas tenho de confessar minha dificuldade para atingir o resultado que queria.

Que novelas trazem mais saudade e orgulho?

Duas foram emblemáticas: a primeira versão de Guerra dos Sexos e A Próxima Vítima. E hoje, assistindo à Rainha da Sucata pelo canal Viva, me encho de orgulho daquela trama e dos personagens. Na época, a novela foi malhada pela crítica, mas nada como o tempo para mostrar a verdade. Tenho muito orgulho de outra obra que passou pelo mesmo processo de difamação e intolerância da imprensa: Torre de Babel, que algum dia também será redescoberta.

O que vem por aí? Pode antecipar pra gente?

Vou prosseguir na Rede Globo como supervisor de novos autores. Meu próximo trabalho vai ser a supervisão de uma novela baseada em sinopse de Andrea Maltarolli, que morreu há alguns anos. Será desenvolvida por Daniel Ortiz, um autor muito talentoso e, acredito, com um grande futuro pela frente. /DANIEL JAPIASSU

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