‘O que garante a liberdade é uma propaganda forte’, afirma Luiz Lara, presidente do Cenp

‘O que garante a liberdade é uma propaganda forte’, afirma Luiz Lara, presidente do Cenp

Sonia Racy

16 de dezembro de 2021 | 04h00

Luiz Lara. Foto: Iara Morselli/Estadão

Luiz Lara. Foto: Iara Morselli/Estadão

Sócio-fundador da agência Lew Lara e chairman do grupo TBWA no Brasil, o publicitário Luiz Lara tem, desde a semana passada, um novo desafio: levar adiante as metas do Conselho Executivo das Normas-Padrão, o Cenp. À sua posse como presidente do conselho compareceram, entre outros, Francisco Mesquita, do Grupo Estado, João Roberto Marinho, do Grupo Globo, Paulo Saad Jafet, da Band, além de publicitários e muitos representantes dos meios digitais.

À coluna o novo presidente conta uma tarefa imediata: “Vou contratar logo um diretor e uma diretora para tocar nossos projetos. Entre eles, criar novos modelos num cenário em que grandes empresas estão se tornando multiplataformas”. A meta é “gerar valor para todas essas marcas”.

Ética

Criado em 1998, o Cenp se define como “uma entidade de ética, mantida exclusivamente pelo setor privado, para assegurar boas práticas.” Mas no dia a dia, diz o publicitário, ele se dedica à autorregulação do mercado publicitário, o que significa “assegurar boas práticas entre anunciantes, agências e veículos, para “manter um mercado produtivo e forte”.

Lara sabe que não está partindo do zero: ele vê a publicidade brasileira, premiada seguidamente no mundo, como “a indústria de ponta da economia criativa que faz girar a roda da economia, gerando riquezas, empregos e impostos”. Como exemplo disso, ele aponta recente estudo da Deloitte segundo o qual cada real investido gera R$ 8,57 na economia. A propaganda, assim, “é a indústria que movimenta outras indústrias, num mercado em transformação hiperconectado, multiplataforma, hiperfragmentado”.

E conclui: “Se os grandes jornais e os outros veículos têm independência hoje é porque eles dispõem desses recursos de autovalorização. Pois o que garante a liberdade de conteúdo é uma propaganda forte.”

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