O poeta e a mãe

O poeta e a mãe

Redação

13 Fevereiro 2010 | 06h00

Ao juntar coisas velhas de Carlos Drummond de Andrade para um acervo digital, seu neto Pedro deparou com uma preciosidade: um papelzinho que ele guardou na carteira, até o fim de seus dias, com recomendações que lhe fazia a mãe, Julieta – que havia morrido 39 anos antes, em 1948. “Não guardes ódio de ninguém” dizia um dos conselhos. “Os dois tinham uma relação muito forte, ele sempre dizia que ela era muito carinhosa”, conta Pedro.

Assim, o poeta confirmou os versos que escreveu sobre ela: “Mãe não morre nunca”. E, diante dela, o filho, ” velho embora, será pequenino feito grão de milho.”