‘O País todo viu, mas ainda não o terminei’, diz Romero Britto sobre retrato de Bolsonaro

‘O País todo viu, mas ainda não o terminei’, diz Romero Britto sobre retrato de Bolsonaro

Sonia Racy

28 de janeiro de 2020 | 00h40

Romero Britto Foto: Fredy Uehara

 

 

Apesar da participação em Davos, na semana passada, Romero Britto acabou sendo assunto nas redes sociais por outra razão: um retrato de Jair Bolsonaro. O quadro, pensado para ser uma surpresa, é o quarto feito pelo pintor em homenagem a um presidente. Lula, Dilma e até George W. Bush já foram retratados pelo pintor. Mesmo sendo admirador do governo Bolsonaro, o brasileiro radicado nos Estados Unidos não pensa duas vezes ao dizer que João Doria, de quem é amigo há mais de 20 anos, seria o melhor caminho para o Brasil, caso dispute a Presidência nas próximas eleições: “Ele tem classe”. A seguir, a entrevista dada por telefone, direto da Suíça, à coluna:

Como surgiu a ideia de fazer o quadro de Bolsonaro?
Primeiro, porque ele é o presidente do Brasil. Eu quis fazer uma homenagem. Eu já tinha sido convidado para ser embaixador do turismo do Brasil pela Embratur. E claro, aceitei, porque o Brasil é muito especial no meu coração. Aí o presidente estava para visitar os Estados Unidos e também queria conhecer meu estúdio. Ele acabou não vindo até aqui por um problema de saúde, mas eu pensei em pintar o quadro.

O que achou da repercussão quando o quadro foi divulgado?
O quadro não está terminado ainda, não (risos). Na verdade o quadro foi mostrado para o Flávio Bolsonaro e eu não estava em Miami. Ele estava e teve um encontro com um amigo da família Arison, que é praticamente minha família lá, e é dona da maior frota de cruzeiros dos Estados Unidos. Eles pretendem levar esses cruzeiros pro Brasil, pra melhorar o turismo. Eu fiz a ponte entre eles e o governo brasileiro, apresentei essa ideia para a Embratur.

Então foi ele quem acabou mostrando o quadro?
Não, foi um outro amigo meu que acabou mostrando o quadro pro filho do presidente. Ia ser uma surpresa, mas está tudo bem. Foi bom que o filho do presidente viu, não liguei. Mas ainda faltam em torno de 40% do trabalho pra eu terminar, há várias linhas incompletas. O Brasil inteiro viu o retrato e estão falando bastante, mas não está terminado.

Você chegou a falar com o presidente sobre o que ele achou do retrato?
Ainda não. O filho dele eu sei que adorou.

Considera-se um admirador do governo Bolsonaro?
Eu tenho o maior respeito por ele e pela família. O Brasil precisa cada vez mais e mais de gente com integridade, que pensa o melhor para o governo. Eu torço pelo Brasil e pelo presidente, os brasileiros votaram nele e eu desejo que seja o melhor para todos os brasileirinhos e brasileirinhas.

Sabe-se que o senhor também é um admirador do governador João Doria.
Do Doria eu não sou só admirador, sou amigo há mais de 20 anos. Dele, da Bia (Doria), das crianças. São amigos do coração. Ele é uma pessoa do maior carisma e prestígio. Ele está representando o Brasil muito bem na política. Ele tem o maior nível de tudo, é uma pessoa muito boa.

O que acha de uma possível candidatura dele à Presidência do Brasil?
O João seria um ótimo presidente, ele tem a maior classe. Sabe de negócios e tem a maior qualificação. Depois deste mandato do Bolsonaro, eu acho que ele seria o melhor caminho pro Brasil. Ele é uma pessoa de enorme caráter. /MARCELA PAES.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: