O mundo pós-Japão e o futuro do Oriente Médio

Sonia Racy

25 de março de 2011 | 23h00

Para tentar captar tendências da situação econômica no mundo, a coluna deu um giro pela Europa. “A maior incógnita é mesmo o Japão. Sinceramente, não sei qual será o impacto deste enorme desastre, mas a Ásia certamente sofrerá mais”, analisa Pascal Lamy, da OMC.

Na Suíça, Philipp Hildebrand, dirigente do BC local, admite que a crise da dívida na Europa é ainda uma “ameaça real”. E que a complacência é uma atitude errada. “Problemas em vários países continuam a colocar uma sombra de incertezas e de riscos na economia mundial”.

Segundo ele, a situação de Portugal não é o único problema. A crise já prolongada no Oriente Médio promete manter os preços do petróleo em patamar elevado.

O BC inglês, por sua vez, alerta para os riscos à recuperação ante dos novos incidentes. “A incerteza nos mercados financeiros cresceu em resposta às tensões políticas em diversos países no Norte da África e Oriente Médio”, afirmou o banco em nota.

No entanto, seu principal economista, Andrew Sentance, acredita que o mundo poderá superar os eventos no Oriente Médio e no Japão. Isso, graças ao crescimento dos países emergentes.

/JAMIL CHADE

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