‘O governo precisa de ações rápidas’, avisa Furlan

‘O governo precisa de ações rápidas’, avisa Furlan

Sonia Racy

27 de maio de 2016 | 00h15

Luiz Fernando Furlan_ presidente do LIDE INTERNACIONAL

O governo Temer deveria “tratar as ações mais rápidas – talvez não tão grandiosas mas que possam ser executadas em 60 dias, e fazer um mutirão para entregar”. A avaliação é de Luiz Furlan, hoje no comando do Grupo de Líderes Empresariais – o Lide, do qual João Doria se afastou temporariamente para cuidar de sua campanha à Prefeitura paulistana.

Empresário, ex-ministro do Desenvolvimento, ex-BNDES e veterano conhecedor dos papéis do governo, do empresariado e do comércio exterior, Furlan sabe que a boa comunicação, especialmente em início de governo, é crucial. Por isso, espera que o governo “comece a acontecer”. Para tanto “precisa de discussões em torno de uma agenda positiva” que informem quais as ações prioritárias. A sociedade quer saber “quem vai fazer, quanto vai custar e quanto tempo vai levar” cada iniciativa. E quanto às ações a longo prazo? “Não dá pra fazer milagre. Tudo que está aí precisa de tempo para ser consertado”. Mudanças no governo? “Prefiro não falar. Fui ministro e vou parecer saudosista.”

Já como responsável pelas agendas do Lide, Furlan organizou na semana passada, em Nova York, dois eventos voltados para oportunidades de investimento – um com o governador Pedro Taques, do Mato Grosso, outro com Marconi Perillo, de Goiás. “As pessoas saíram satisfeitas, houve um bom debate”, resumiu. Mas avisa que o País precisa mostrar mais “e isso não só tarefa do governo federal, nem só das empresas. É de Estados e municípios também”.

Habituado a esses contatos, Furlan se sente à vontade no grupo, que a seu ver faz “uma interação com o setor político, a academia e outras áreas”. Destaca o Lide Futuro, o Lide Saúde e o Lide Mulher, entre outras iniciativas, e lembra que a internet facilitou os contatos. “Eu gasto muito menos tempo ao telefone do que trocando mensagens instantâneas”.