O “golpe” vira batalha entre Cardozo e AGU

Sonia Racy

03 de junho de 2016 | 01h42

Fábio Medina Osório, da AGU, ainda não tomou ciência da denúncia que o antecessor, José Eduardo Cardozo, apresentou contra ele junto à Comissão da Ética da Presidência, mas acha tal gesto previsível. Garante que o procedimento que instaurou contra Cardozo na corregedoria, por ter definido o novo governo como “golpe”,  só busca “aperfeiçoar a instituição, nada mais”.

O que defende Osório? Que integrantes da AGU “só podem atuar em prol do interesse público e do cliente, que é a União”. E que Cardozo, ao defender Dilma “com discurso contra a República Federativa do Brasil, qualificando-a como golpista”, atuou na condição de ministro e assim “agrediu seu cliente: a União Federal”.

De quebra, observa que o ex-ministro atua contra a União “recebendo recursos oriundos da quarentena”, dessa forma criando “parâmetros inéditos”.

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