‘O Brasil só perde para si mesmo’, diz Abilio

‘O Brasil só perde para si mesmo’, diz Abilio

Sonia Racy

23 Junho 2018 | 00h35

ABILIO DINIZ

ABILIO DINIZ. FOTO: AMANDA PEROBELLI/ESTADÃO

Apaixonado por futebol – foi patrocinador de escola e de clubes – Abilio Diniz chegou a uma conclusão ontem, depois de assistir ao jogo da seleção contra Costa Rica: o Brasil só perde essa Copa para si mesmo. “Sei que o jogo foi um sufoco, tenso, mas Copa do Mundo é assim. Olha a Espanha, Alemanha, Argentina, são todas seleções fortes e ainda não mostraram seu futebol real”, pontuou ontem à coluna o são-paulino fanático.

Aponta que a seleção “muito bem treinada e conduzida” por Tite, fez uma campanha “espetacular ” mas que tradicionalmente o Brasil tem dificuldade ao enfrentar times que se fecham com competência, como foram os casos da Suíça e da Costa Rica. “É a linha de cinco, onde os jogadores jogam na retranca e aí, gol é difícil de entrar, com essa defesa forte”, explica o empresário, que durante 30 anos jogou futebol regularmente.

Já contra a Sérvia, que enfrenta o Brasil na quarta-feira, o quadro muda. O time vai ter entrar em campo para derrotar os brasileiros se não quiser ficar fora da Copa – porque perdeu ontem da Suíça. Serão obrigados a ser mais agressivos e o time de Tite terá maiores facilidades no ataque.

Abílio defende maior confiança do time de Tite em si mesmo. “Eles cresceram e se desenvolveram bastante nos últimos tempos. Eu assisti ao jogo das eliminatórias da Copa Sul-Americana em março, e sei o quanto eles podem dar”.

E o pênalti marcado ontem em cima de Neymar e depois anulado pelo juiz? “Foi pênalti mesmo, não há duvida. Mas Neymar quis enfeitar e deu impressão falsa do lance”.

Chororô? “É natural que todos chorem depois de conseguir marcar dois gols somente na prorrogação do segundo tempo”.

O fato é que Neymar, atraindo a marcação ferrenha, abriu espaço para o gol de Philippe Coutinho.