Nuvem cinza

Sonia Racy

07 Março 2015 | 01h10

Tem gente intrigada com as declarações de Luiz Eduardo Carneiro, presidente da Sete Brasil – que passa por uma tempestade deflagrada pelo depoimento de seu ex-diretor Pedro Barusco, na Operação Lava Jato.

Acionista da empresa privada responsável pela construção de 28 plataformas para a Petrobrás quer saber por que Carneiro não deixa mais claro que o financiamento de longo prazo do BNDES é parte explícita do acordo feito quando da constituição da SB. “Todo mundo fala em socorro. Não é”, sublinha.

Nuvem 2

Ele questiona, também, o silêncio de Carneiro (escolhido da Petrobrás para dirigir a empresa) diante de declarações como a do Estaleiro Atlântico Sul. A empresa, pertencente a Camargo Correa, Queiroz Galvão e à japonesa IHI, cancelou contrato de sete sondas (US$ 6 bilhões) e demitiu funcionários, culpando a Sete Brasil pelos fatos – por não pagá-la desde novembro do ano passado.

“Realmente, o pagamento não está sendo feito. Mas a SB pagou US$ 690 milhões adiantados”, ressalta o mesmo acionista. Por causa da modalidade assinada entre EAS e Petrobrás (a estatal repassou o contrato para a Sete), que estabelece adiantamentos ao estaleiro independentes da… medição do avanço físico da obra.

Nuvem 3

Está em debate também o fato de um outro estaleiro, o ERG (leia-se Engevix), ter usado algo como US$ 200 milhões – pagos pela Sete Brasil – na construção do aeroporto de Brasília.