“Nunca se falou em valores’, diz Emilio Odebrecht sobre FHC

Sonia Racy

15 Abril 2017 | 00h30

Em seu depoimento sobre FHC, agora divulgado, Emilio Odebrecht procurou deixar claro que a relação entre os dois era institucional, voltada para programas de governo, como as telecomunicações. Ele afirma que o tucano pediu, sim, ajuda para a campanha presidencial de 1993 – “mas nunca se falou em valores”. Também admite que houve caixa 2.

“Não tratamos diretamente sobre valores ilícitos”, garantiu. E FHC, segundo ele, recomendou que procurasse “outras pessoas” – e não citaria nomes até porque uma delas já havia falecido. Seria Sergio Motta, que então cuidava das campanhas do PSDB?

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O procurador insistiu, mas Emilio garantiu que não havia falha de memória. “FHC foi o presidente que menos investiu em infraestrutura. Seu ministro (Pedro Malan) era muquirana”.

No ar, o governo busca 
um projeto que já existe

A elevação da participação do capital estrangeiro nas empresas aéreas, atualmente limitado a 20%, é um assunto que há anos vem sendo debatido pelo Congresso.

No Senado, essas discussões culminaram no PLS 258/2016 – que em seu bojo libera qualquer empresa brasileira para montar uma linha aérea, independente da origem de seu capital.

Dúvida cruel: para que o governo Temer quer um PL novo, quando já existe um pronto tratando do assunto?

Na SP-Arte, crescem
as visitas… e as doações 

O número de visitantes que passaram por esta edição da SP-Arte cresceu 10% em relação ao do ano passado. Mais de 30 mil pessoas foram ao Pavilhão da Bienal ao longo de cinco dias de feira.

As doações também foram recorde: 23 obras doadas ao MAR, Pinacoteca e Masp.

Unicamp cria aplicativo
‘caça-pornô’ para celulares

Desta, muitos pais vão gostar. Vem aí um “vigia eletrônico” capaz de bloquear até 97% do material pornográfico em computadores e até em celulares.

Quem desenvolveu o aplicativo? O time de computação da Unicamp, trabalhando cinco anos em colaboração com a Samsung e com apoio da Fapesp.

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O sistema “lê” e separa imagens e movimentos. Por isso, de quebra, servirá também à polícia para detectar atos violentos em manifestações.