Nunca mais

Sonia Racy

28 de novembro de 2014 | 01h10

Terá cerca de 5.000 páginas e estará dividido em três volumes o relatório final da Comissão Nacional da Verdade que será entregue, dia 10, a Dilma. O primeiro volume será uma exposição geral; o segundo conterá textos assinados por integrantes da comissão e convidados; e o terceiro será dedicado às vítimas.

“Será um relatório forte, substancioso”, diz um de seus autores, o advogado José Carlos Dias. Depois de ouvir FHC anteontem, a comissão completará a tarefa ouvindo Lula.

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O relatório trará cerca de 30 recomendações ao Estado brasileiro. E aí é que vem a polêmica. “Uma delas sugere que o direito à anistia não se estenda a agentes públicos envolvidos nas torturas”, avisa Dias.

Ou seja: a comissão vai pedir, sim, que a Lei da Anistia seja revista. O debate sobre esse tema acabou em 5 a 1 – o voto contrário foi de José Paulo Cavalcanti.

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