Novatos no Congresso prometem ‘autonomia’ no mandato

Sonia Racy

02 de janeiro de 2019 | 00h49

Eleito senador pelo Espírito Santo, Marcos do Val, do PPS, aproveitou a visita ao Congresso – onde foi assistir à posse presidencial – para conhecer a estrutura da Casa, assim que a cerimônia terminou. O político capixaba foi um dos ouvidos pela coluna, ontem, sobre seus primeiros contatos com as rotinas que os esperam no novo poder.
“Estou aqui no almoxarifado conhecendo a turma que está me ajudando a montar meu novo gabinete”, disse do Val. Especialista na área de segurança, seus planos priorizam temas como construção de mais presídios. “Vou votar de acordo com o que é bom para o Espírito Santo, até já conversei sobre isso com o partido. Minha bandeira não vai ser nem de partido nem de presidente.”
Também estreante, a deputada Carla Zambeli – do PSL paulista – achou importante destacar  igualmente sua independência dentro do partido. Fundadora do movimento Nas Ruas – que ganhou destaque nas manifestações de rua em São Paulo, a partir de 2013, e do qual se afastou para se candidatar – diz que tem “muito alinhamento ideológico” com o presidente eleito.
“Ele cita a Bíblia nos discursos e usa as cores verde e amarelo”, ressaltou.“Não acredito que será necessário discordar dele. Mas, se precisar, tenho a minha independência.”
A mesma disposição é manifestada pelo Coronel Tadeu, também deputado federal pelo PSL de São Paulo. “Sou do mesmo partido do presidente, mas, se algo vier do Planalto para a Câmara com que eu não concorde, vou votar de acordo com a minha consciência.” Depois de assistir à posse pela TV, em São Paulo, Tadeu recordou que, durante a campanha, procurou sete partidos – PV, PTB, SD, MDB, Pros, Podemos, Patriota – para tentar viabilizar sua candidatura. “Acabei vindo para o PSL. Mas, fosse quem fosse o vencedor, não sendo do PT eu já estaria muito feliz”, contou. /PAULA REVERBEL