“Nossos ovos chegaram até no Butantan e na Fiocruz”, afirma Alexandre Costa, fundador da Cacau Show

“Nossos ovos chegaram até no Butantan e na Fiocruz”, afirma Alexandre Costa, fundador da Cacau Show

Sonia Racy

04 de abril de 2021 | 00h40

Alexandre da Costa. Foto: Marcio Fernandes/Estadão

Como faz todo ano, a Cacau Show doou ovos nesta Páscoa. A diferença é que o número de ovos passou de 200 mil para 1 milhão, atingindo 4,3 mil instituições diferentes. “Olha, a gente conseguiu chegar em lugares como a fronteira da Venezuela com o Brasil, com ajuda da FAB e da ONU. Atingimos 10 mil refugiados, visitamos orfanatos e creches”, relata Alexandre Costa, fundador da Cacau Show. Em 32 anos, montou uma empresa gigante de chocolates, aproveitando o vácuo de mercado no País – entre a venda de chocolate mais sofisticado, como o da Kopenhagen e os mais simples, encontrados por todo Brasil. “Estamos trabalhando na produção da doação na Páscoa desde janeiro. E ontem (quarta-feira) a gente conseguiu chegar até no Butantan e na Fiocruz, distribuindo para quem também está trabalhando sem parar.”

Procurado para falar sobre a ação, Costa faz questão de explicar que “nós nos preocupamos em entregar para as pessoas, pra comunidade mesmo, sabe, não é, ah, vamos dar pra alguém que faça isso por nós. Aqui a gente põe a mão na massa mesmo”.

Ao todo, a Cacau distribuiu 30 toneladas, ou seja, 30 mil quilos de chocolate. “Fizemos muitas ações mas a maior parte das instituições não espera e vem pegar os produtos aqui. Estamos a mil por hora, portanto, pegar os ovos na fábrica foi meio que uma premissa pra conseguirmos doar tudo que queríamos. As Mulheres do Brasil mandaram um carreta para pegar ovos. A Luiza Helena (Trajano) veio”. “A Geyze Diniz também fez a mesma coisa”, conta o dono da Fábrica de Chocolate – uma megastore com espaço de lazer com 2 mil m², incluindo um miniparque temático, museu e… a fábrica de chocolate.

Mas como fazer a seleção das instituições que vão ganhar os ovos? Montamos, este ano, duas parcerias pequenas e consultamos nossos 2,4 mil franqueados no Brasil. Eles selecionaram boa parte das ONGs.

Está dentro desta ação o leilão de ovos que vocês promovem todo ano para o GRACC? “Não, são duas ações distintas: uma ação de um milhão de ovos e outra para esta instituição. A primeira vez leiloamos ovos de 700 quilos. Muita gente reclamou sobre o que fazer com um ovo deste tamanho. Resolvemos então mudar, fazer vários ovos menores. E mudamos o formato da doação. Não é mais um leilão. Você mesma pode comprar da gente um ovo de sete quilos, por exemplo, e pagar o preço normal diretamente para o GRAAC. A Cacau, neste caso, entra com a doação direta do ovo e com a devida entrega do produto”.

Essa é uma ação pontual ou a Cacau Show faz outras benemerências? “Nós temos o Instituto Cacau Show, que tem três mil crianças e adolescentes, da região da Itapevi. Temos professores de educação formal no contraturno da escola ensinando matemática, português, computação, esportes e música. Além disso, preparamos jovens a partir de 16 anos para o mercado de trabalho, são eles nossos jovens aprendizes.”

 

 

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