Nosso chinês é melhor?

Sonia Racy

17 de abril de 2010 | 06h11

Será que Lula aprendeu mandarim? A pergunta corria no salão nobre do Itamaraty, anteontem, quando o presidente não só ignorou os fones de ouvido, enquanto Hu Jintao discursava, como ainda cochichou com Celso Amorim.

Distrações à parte, o terremoto na China obrigou o presidente visitante a encurtar sua estada de quatro dias para um e meio. Na definição de um diplomata, a saída teve “um gostinho de revanche”.

Explicação: Lula, em maio passado, foi à China para ficar quatro dias e voltou no segundo, tendo passado mais tempo na Turquia que no país de Hu Jintao.

Agenda encurtada, Eike Batista, que já acertou com os chineses investimento de US$ 5 bilhões em Porto Açu, não conseguiu assinar o acordo em Brasília. Como previsto.