Samba juntou tietagem e cobranças políticas

Samba juntou tietagem e cobranças políticas

Sonia Racy

06 de março de 2019 | 00h45

Bruna Marquezine/ Iwi Onodera

Assim que Bruna Marquezine chegou ao Nosso Camarote, anteontem na Sapucaí, a cena foi a que se previa: um séquito de seguranças, assessores e jornalistas atrás dela, a caminho da área supervip reservada à atriz. Ela só chamou menos atenção que o trio composto por seu ex-namorado Neymar, Anitta e Gabriel Medina. “Sai, sai, sai”, gritava o enorme segurança do jogador, empurrando quem estivesse pelo caminho.

Quem também passou algum tempo ao lado de Neymar, além do parça Medina, foi Andrés Sánchez. Foi o segundo dia que ele passou no camarote de Ronaldo Nazário. “Eu não sou amigo do Ronaldo! É meu inimigo”, brincou. Ex-deputado pelo PT e amigo de Lula, o presidente do Corinthians lamentou a situação do petista preso. “É o País em que a gente vive”, disse, batendo no peito e cortando a conversa.

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Uma das musas do Nosso Camarote, Thaila Ayala assistiu aos desfiles ao lado do noivo, o ator Renato Góes. Na noite anterior, devido ao temporal que caiu no Rio, a atriz demorou três horas e meia para chegar ao sambódromo e desfilar pela Grande Rio. “A cidade estava alagada. Como o Rio de Janeiro não tem o mínimo? Estamos falando de esgoto, das coisas mais básicas do mundo”, desabafou. A musa criticou o prefeito Marcelo Crivella pela situação da cidade e pelas dificuldades do carnaval. “É uma tristeza ver o que estamos passando por falta de cuidado, de uma prefeitura… Até no carnaval a gente sente isso. Aliás, todas as escolas sentiram, né?”

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No mesmo camarote, Marcelo Serrado, que interpreta um personagem machista em O Sétimo Guardião, apareceu usando… uma saia longa. “Acho lindo saia. Já vi o Caio Castro de saia, o Juliano Cazarré de saia. Uma vez eu saí de saia para o trabalho. É uma maneira de libertação também, né?”, disse à coluna. “A gente tem que ser o que a gente quiser, fazer o que a gente quiser. Hoje eu quis vir de saia e vim.” ***
No caminho para chegar ao camarote Itaipava, o americano Marlon Wayans foi tietado por José Aldo. O lutador de MMA também foi reconhecido pelo ator do filme As Branquelas e os dois tiraram várias selfies. “My favorite brazilian food is carrrne”, respondeu Wayans à coluna sobre seu prato brasileiro preferido. É a quinta visita dele no Brasil. “I love it, eu fala português, viu?”, brincou. André Marques, no Camarote Nº 1, relembrou a ocasião em que virou uma fantasia de carnaval após um vídeo seu ter viralizado na internet – seus trejeitos como DJ deram origem a diversos memes. “Eu achei engraçado, nunca me ofendi. Eu não usaria uma máscara com o rosto do Fábio Assunção porque no caso dele é doença. No meu foi uma brincadeira e eu levei na boa. A maioria não faz na maldade.”

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A Mangueira levou à avenida um dos enredos mais comentados da noite, sobre o lado B da história e os heróis da resistência. A escolha foi elogiada pela deputada estadual por São Paulo, Leci Brandão, primeira mulher a virar compositora da escola, em 1971. O enredo citava a vereadora Marielle Franco, morta a tiros no ano passado. A arquiteta Mônica Benício, viúva de Marielle, desfilou à frente da última ala, ao lado de políticos do PSOL e da cantora Rosemary.

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A ex-integrante da Jovem Guarda também elogiou o tema. “Esperamos que isso possa ressoar junto às pessoas que são eleitas pelo povo”, disse, citando suas idas ao Congresso na campanha em prol da inclusão da MPB na grade das escolas. Ela se mostrou favorável a se cantar os hinos nas escolas. Sobre outra polêmica, a de se gravar crianças durante a execução do Hino Nacional, ela se mostrou reticente, mas defendeu que se cante. “É uma demonstração de amor ao seu país”. / MARCELA PAES e PAULA REVERBEL

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