Depois do ouro, risos e samba

Depois do ouro, risos e samba

Sonia Racy

18 Agosto 2016 | 00h55

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Apesar de ser sido um dia triste para o Brasil – com as derrotas do futebol e do vôlei femininos –, o Espaço Time Brasil, ponto de encontro dos atletas do País, na Barra da Tijuca, era pura festa, anteontem. Ao som de show do Thiaguinho, os participantes brasileiros se esbaldaram noite adentro. Rafaela, ouro no judô, chegou acompanhada de amigas. Sarah Menezes também. Assim como as seleções femininas de basquete e handebol.

Enquanto as duas grandes estrelas da noite – Thiago Braz e Robson Conceição – não chegavam, Claude Troisgos animava o público ensinando uma receita. Ao lhe perguntarem se torcia para a França ou para o Brasil, o chef não pensou duas vezes. “Existem situações difíceis, como a de ontem (na qual Thiago Braz ganhou do francês Renaud Lavillenie no salto com vara), mas não tem jeito. Este é o país que me acolheu, então eu torço para o Brasil”, disse ele, arrancando aplausos entusiasmados à sua volta.

O ponto alto da noite foi a chegada dos medalhistas. Gustavo Borges parou tudo para tirar uma selfie com Thiago. Este, no entanto, mal conseguia chegar até o palco, onde afinal recebeu, ao lado do boxeador Robson, um prêmio da Gillette, das mãos de Luciano Huck. Robson, microfone nas mãos, homenageou a Bahia: “Espero que haja mais investimentos nos projetos sociais de lá”, afirmou, lembrando sua origem humilde e seu esforço na carreira. Thiago fez um breve discurso na mesma linha. “Hoje é um dia completamente novo na minha vida. Olho para essas crianças que estão aqui e quero que elas acreditem que o atletismo no Brasil pode ser bem sucedido. Que elas podem chegar la.”

Mais tarde, o campeão do salto comentou com a coluna a foto, divulgada pelo COI durante a tarde, na qual aparecia “consolando” o adversário francês, mediado pelo ucraniano Sergei Bubka . “Foi legal poder conversar com ele. Eu admiro a pessoa que ele é, sempre gostei do salto dele. Pena que estávamos meio afastados. Quem sabe depois dessa conversa a gente possa e refazer a amizade”.

O medalhista elogiou o apoio que teve do COB e da federação de atletismo quando decidiu trocar seu treinador por Vitaly Petroy e ir morar na Itália: “Eles prepararam tudo. Me apoiaram sem eu pedir nada. Então pude confiar e ir tranquilo”, confessou. Quanto ao banimento da seleção russa do atletismo por doping, preferiu calar. “Estou por fora disso”. / MARILIA NEUSTEIN

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