Noite de gala

Noite de gala

Sonia Racy

31 de maio de 2014 | 01h15

Foto: Silvana Garzaro/Estadão

Não foi nada fácil chegar, anteontem, à Fundação Maria Luisa e Oscar Americano, que abrigou o 1º gala da BrazilFoundation no País. O movimento de carros à frente da casa, no Morumbi, era tão intenso que muitos dos cerca de 500 convidados – incluindo Gilberto Gil, homenageado da noite – preferiram seguir a pé.

Lá dentro, 50 mesas lotadas, cada uma ao custo de US$ 19 mil. Preço do convite? US$ 1.275. Enquanto Flora Gil desconversava sobre o que estava vestindo – “minha roupa, ué!” –, Marcelo Tas conhecia (literalmente) o mais novo integrante do CQC, o repórter Lucas. Indagado se também tem vergonha da Copa no Brasil, assim como Ronaldo, o apresentador disparou: “Acho que demorou para cair a ficha do Ronaldo em relação ao evento do qual faz parte. De qualquer maneira, antes tarde do que… mais tarde, né? Apesar da minha indignação com tudo que está acontecendo, acho que vamos dar nosso jeitinho”.

Já Gilberto Gil está otimista. E filosofou: “Acredito no ser humano, em nós, brasileiros, acho que essa Copa tem de ter uma porção de ocidente e uma porção de oriente. Não só a vontade que tudo saia no prazo certo, o material, mas também curtir a parte sentimental, a alma da coisa”. E avisou: “Vou ver uns dez jogos no estádio”.

Além do ex-ministro da Cultura – que subiu ao palco e deu uma palinha, cantando seu sucesso Palco e, na sequência, Three Little Birds, de Bob Marley – a BrazilFoundation homenageou, com o Global Brazilian Award, a Fundação Victor Civita (cujo prêmio foi recebido por Giancarlo Civita) e a Tia Dag, fundadora da Casa do Zezinho. Ela emocionou os presentes contando como conheceu Fabio e Zeco Auriemo, primeiros apoiadores da Casa. “Era uma tarde de domingo, estava na sede da instituição, no Capão Redondo, com muitas contas para pagar. Do nada, eles apareceram. Fabio me deu um cheque três vezes maior do que as minhas dívidas. Foi então que o Zeco me perguntou quanto seu pai havia me doado. Contei, e ele me deu o triplo do valor. Desde então, venho fazendo mais e mais dívidas para os meus Zezinhos.”

Ao final da sobremesa, os aprendizes da ONG Gastromotiva, responsáveis pelo cardápio da noite, foram de mesa em mesa agradecer e avisar que, um dia, também querem se tornar grandes chefs.

Em seguida, teve início o leilão, que arrecadou R$ 400 mil – a BrazilFoundation informou ter faturado, ao todo, cerca de R$ 1 milhão. Maior lance? Um quadro de Artur Lescher, cedido pela Galeria Nara Roesler e arrematado por Zeco Auriemo por R$ 100 mil. Já a obra de Leda Catunda, doada pela Galeria Fortes Vilaça, saiu por R$ 40 mil. Ao lado do leiloeiro oficial, a apresentadora Eliana anunciava os lotes e não parava de “ameaçar” levar os quadros para casa, “Amo arte”, repetia a moça.

A bolsa baguete da Fendi customizada com as cores do Brasil (R$ 15 mil)não fez tanto sucesso quanto as duas camisas da seleção assinadas pelos jogadores da família Scolari – arrematadas por R$ 40 mil (cada).

Menor lance ? R$ 12 mil, pela camisa do São Paulo com autógrafo de Alexandre Pato. /SOFIA PATSCH

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