Nocauteador do bem

Sonia Racy

23 Junho 2011 | 23h01

Anderson Silva é um lutador zen. O brasileiro, campeão do peso médio do UFC (Ultimate Fighting Championship), mora em Los Angeles e será a principal atração do UFC Rio, programado para agosto. Fora do ringue, ele nem de longe lembra a máquina de chutes, socos e joelhadas na qual se transforma diante dos adversários. E em tom sereno, que mais se aproxima de um monge, conversou com a coluna.

Você é contratado da 9ine, empresa de Ronaldo. Como ele pode te ajudar?
Quero que minha imagem seja duradoura. Espero atrair grandes marcas, agregar valor.

Quais são as empresas que acreditam em você?
Ainda não posso revelar. Faltam detalhes a serem negociados.

Onde busca serenidade praticando esporte tão violento?
O esporte é apenas o meu trabalho. Um piloto quando sai da pista não pode e não deve ser agressivo nas ruas. Na luta é a mesma coisa.

Como é sua preparação mental?
Vem do que recebi em casa. Fui criado com muita disciplina. Assim como tive o meu professor como referência, sei que sirvo de espelho para muitas crianças. Isso exige responsabilidade.

Espera transformar o seu exemplo em projeto social?
Sim, mas não agora. Projetos sociais exigem dedicação. Minha academia, em Curitiba, distribui bolsas para alunos da rede pública. É uma forma de ajudar alguns que tiveram referências negativas na vida.