No Senado, ainda não é certo que votação para presidente será secreta

Sonia Racy

30 de janeiro de 2019 | 01h00

SENADO. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

SENADO. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

Não é verdade estar definitivamente decidida a votação secreta para presidência do Senado. Pelo que se apurou ontem, existe a possibilidade de se pedir “questão de ordem”, na própria sexta, chamando parlamentares para se manifestar sobre o voto secreto.

Colocada em plenário, a questão obrigará cada senador a dizer, publicamente, se é a favor do voto aberto ou fechado.

Chance é maior com Davi à frente da sessão

Se Davi Alcolumbre presidir a sessão, a chance disso acontecer é maior do que se for José Maranhão, segundo interlocutor da coluna.

Paralelamente, Renan Calheiros se esforça em “atrair” outros senadores para a bancada do MDB – como aconteceu ontem com Eduardo Gomes, ex-Solidariedade – fortalecendo a sua candidatura.

Qual o impacto sobre a imagem do Senado, caso Renan vença? “Será devastador”, segundo senador peso-pesado.

Renan oferece contraposição ao STF

Desde a democratização, não é segredo que o grupo formado por Renan, Eunício e Sarney trata a Casa como sua. “O mundo mudou e o Senado precisa recuperar credibilidade”, torce o parlamentar.

Renan oferece, como bandeira aos senadores com problemas, contraposição ao STF.

Governo Bolsonaro instável, Renan eleito, “estará desenhada a instabilidade”.

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