No estádio com Madonna

Redação

20 de dezembro de 2008 | 06h00

Ronaldo foi ao show da Madonna, quinta, sem a mulher, Bia Antony, que está gravidérrima. Mas passou a noite escoltado pelo sogro, Luís Antony. E não tomou nem uma gota de álcool no camarote da Renner. Passou a noite à base de muuuito energético.

Antes de começar o show, o Fenômeno foi ao banheiro acompanhado de oito seguranças. Um fã, ligeiramente bêbado, matou no peito: “Pô, precisa de tanta ajuda para fazer xixi?”. Na saída, ainda teve se se livrar de duas drag queens que lhe imploraram, em vão, uma foto autografada.
O craque não desceu para a pista em nenhum momento. No auge do show, dançou sozinho entre os seguranças.

Gustavo Kuerten estava de bom samaritano. Antes de se jogar na pista circulou pelo camarote “convocando” celebridades para ajudar as vítimas de Santa Catarina. “Vamos fazer uma ação musical, eu e você. A gente doa todo o valor do ingresso. Que tal?”, sugeriu Toni Garrido.

Na hora da música, Guga cantou da primeira à última música da diva. Sabia todas – rigorosamente todas – de cor.

Distante da pista, o camarote da Nokia foi o reduto dos políticos. Lídia Magalhães, mulher de ACM Neto, perguntou a uma recepcionista onde ela poderia “customizar” a camiseta. “Pega uma tesoura e corta você mesma”, respondeu a moça. E outra funcionária ainda emendou: “Será que ela queria uma estilista para ela?”

Na ala dos políticos circulavam José Eduardo Martins Cardoso e Manuela D’Ávila. O casal, diga-se. passou boa parte do show conversando sobre reforma política.
Já Wellington Salgado não queria saber de trabalho “Vim aqui arejar a cabeça”. Questionado sobre a música de Madonna da qual mais gosta, o senador mineiro saiu-se com essa. “Aquela… Like a Virgin. Embora eu ache que a Madonna não é “virgin” há muito tempo”.

Com 177 quilômetros de congestionamento na cidade, o tempo médio entre o lounge da TAM e o estádio era de 50 minutos. Na van, as celebridades ficaram inquietas. E no desespero do engarrafamento a atriz Tayla Ayala não titubeou: “Moço, entra à direita que eu morei por aqui e conheço um caminho por dentro. Se eu errar e me perder, a galera me mata”. Depois de passear pelas ruas do Morumbi e finalmente chegar ao estádio, a atriz ganhou aplausos de todos os colegas e passou a ser chamada de GPS.

A Globo disponibilizou para a Madonna um “centro meteorológico” atrás do palco e garantiu que não choveria depois das 21hs. Ou seja: não foi por acaso que o show atrasou.

A balada do staff de Madonna para celebrar o fim da turnê estava marcada para ontem, no Café de la Musique. Mas sem Madonna, que se recolheu, por conta do Shabat.

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