No espírito da Copa

No espírito da Copa

Sonia Racy

24 de julho de 2012 | 15h36

DENISE ANDRADE/AE

Apesar de se dizer “cego” com a bola nos pés, Edo Rocha está envolvido em futebol como nunca antes. A Arena Palestra saiu das pranchetas de um time de arquitetos de seu escritório e ele também tem o sonho de ver uma obra de arte com sua assinatura se transformar em símbolo do Mundial de 2014.

O que mais te agrada no projeto da Arena Palestra?

Gosto de tudo, mas uma parte bem legal são as cadeiras. A gente bolou um mosaico em tons de verde que, visto de cima, forma uma floresta saindo do gramado, como se tudo fosse uma coisa só.

Você tem também um projeto de escultura para a Copa de 2014. Como está isso?

À espera de patrocínio, mas a ideia é criar um marco para o Mundial – que demonstre a importância do futebol para o brasileiro. O desenho da bola é um dodecaedro, formado por pentágonos e hexágonos. Como o Brasil é pentacampeão e quer ser hexa… Além disso, Platão dizia que o dodecaedro era o volume geométrico mais perfeito. E Leonardo Da Vinci desenhou, no século XVI, um dodecaedro para ilustrar livro do Luca Pacioli, pai da economia moderna. Eu simplesmente copiei essa estrutura do Da Vinci.

Copiou?

Dizem que o artista imaturo rouba, e o maduro copia. Eu copiei (risos). O globo tem 17 metros de altura, é feito de aço e vidro. Dentro, há painéis fotovoltaicos, que carregam as baterias durante o dia e acendem as luzes internas à noite. Pensamos em colocar uma na frente de cada estádio das cidades-sede. Outra opção é instalar as esculturas em lugares estratégicos, como lagoa Rodrigo de Freitas, rio Tietê, lago Paranoá, parque do Ibirapuera etc.

Qual o custo de cada bola?

Em torno de R$ 1,5 milhão. É uma senhora estrutura. Não é qualquer um que joga essa bola, não! (risos) /DANIEL JAPIASSU

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