No Dia das Crianças, Ivete Sangalo fala de relação com os filhos

No Dia das Crianças, Ivete Sangalo fala de relação com os filhos

Sonia Racy

12 Outubro 2018 | 00h40

FOTO: DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO

Ivete Sangalo conversou com a coluna, por telefone, sobre o nascimento de suas filhas Marina e Helena, amamentação, adaptação de sua rotina de shows a elas e o exemplo que quer deixar para seus filhos. “Mais do que falar, o importante é mostrar. O exemplo funciona melhor na prática”, avaliou durante um dos muitos ensaios fotográficos que faz para a Grendha. Confira entrevista a seguir.

Você engravidou de gêmeas aos 45. Como foi a experiência?
Olha, todos os dias eu olho e penso: não acredito que tenho essa família, esses filhos. Passo o dia pensando neles, é muito amor. Sou uma mulher muito felizarda e me sinto merecedora também pela maneira como vivo a minha vida. Nós temos que reformular nossos pensamentos, raciocínios e a maneira de emanar energia, porque é possível, a coisa pode ser leve.

O que entendeu quando suas filhas nasceram?
Aprendi que independe do tempo e da hora, quando é pra acontecer não tem jeito, vai acontecer. É preciso ter muita paciência, muita fé e muita convicção. Até porque, se não dá certo, temos que olhar o que não deu certo como algo positivo também.

Muitas mulheres se sentem pressionadas com a questão da amamentação. Como foi isso pra você?
Toda pressão é negativa. Acho que a relação entre mãe e filho tem que ser íntegra. Está comprovada a eficácia da amamentação, para filho e para mãe. Mas, sob pressão, nenhuma relação mãe-filho vai dar certo. Nenhuma.

Como foi com você?
Eu senti a necessidade de amamentar, isso veio na minha gestação. Me informei, estabeleci um laço naquele momento, que é, indiscutivelmente, o melhor momento mãe e filho, mas conheço muitas pessoas que não amamentaram por ‘N’ situações. Então seria muito cruel colocar modelos. Não existem modelos, gente.

Como está sua rotina de trabalho depois do nascimento das meninas?
O que foi que eu fiz? Reduzi a minha rotina de shows e concentrei os meus trabalhos em Salvador. Qual a minha sorte? Tenho parceiros que compreendem essa minha condição. Amo o que faço, não poderia ficar longe disso, então achei um comum acordo entre a necessidade de estar perto dos meus filhos e meu marido e a minha necessidade também como cantora.

Qual mensagem quer deixar para as suas filhas serem independentes e fortes como você?
Bom, eu entendo que, muito mais do falar, o importante é fazer. O exemplo funciona na prática de uma forma mais efetiva. Pretendo passar muitas coisas para minhas filhas através do meu comportamento, especialmente para o meu filho. Acho que vou contribuir muito mais trazendo à luz uma consciência sobre o feminino e sobre a postura dele diante disso, do que necessariamente só cuidar das minhas filhas quanto a isso. /SOFIA PATSCH