No Baile da Arara, a alegria sem riscos

No Baile da Arara, a alegria sem riscos

Sonia Racy

06 de março de 2019 | 00h22

Quem foi convidado para o Baile da Arara, que acontece hoje no Rio, pode respirar aliviado: estará dentro do seleto grupo de 800 pessoas que poderão curtir o carnaval sem se preocupar com flashes indesejados ou com sua foto em um Instagram sem aviso prévio. Manter a individualidade dos convidados é uma das premissas da dupla Malu Barreto e Pedro Igor Alcântara, os donos da festa. O Baile da Arara, que fecha o carnaval carioca e está em sua quarta edição, acontece em um casarão de Santa Teresa , com uma pegada cool, o que não significa desânimo.

Ao contrário, por lá as celebridades curtem a festa à vontade, até o dia amanhecer. Tudo pode. Só não vale discriminação, assédio e atrapalhar a diversão alheia. Os convites não são vendidos e seguem o critério dos organizadores de estarem com “gente querida com quem gostamos de celebrar.”

O tema deste ano é Chica Chica Boom, inspirado em Carmen Miranda, com cenografia de Jean Michel Ruis. No palco, a Roda de Samba do Pretinho da Serrinha e banda recebem Alcione, Marcelo D2 e Seu Jorge. O baile pode ser visto como negócio? “Não é a principal razão, mas é uma boa consequência”, avisam Malu e Pedro. E dos dois, quem cuida mais da gestão? “Na Arara, somos os dois gestores e os dois gostamos de carnaval”, avisa Pedro.

No baile, explicam, não há exatamente “uma rainha ou um rei”. Nesse papel estão “todos os que descem a ladeira conosco, atrás do bloco, fechando a festa”. Ainda assim, mencionam como os reis da montação Mart’Nalia, Sabrina Sato, Felipe Veloso…” / DORIS BICUDO