No ar

Sonia Racy

14 de agosto de 2014 | 01h07

A demora da Aeronáutica em confirmar os nomes das vítimas tem razão de ser. É regra avisar os parentes antes de tornar pública qualquer informação.

O jatinho estava em situação regular, conforme antecipou o blog da coluna no início da tarde de ontem. O certificado de aeronavegabilidade tinha validade até 22 de fevereiro de 2017.

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Segundo consta no site da Anac, a aeronave era operada por AF Andrade Empreendimentos e Participações, holding do empresário e usineiro José Carlos de Andrade – a companhia pediu recuperação judicial há um mês.

Fontes de Ribeirão Preto corrigem a Anac. Dizem que o avião já foi vendido para um pool de usineiros, mas que a agência ainda não transferiu a propriedade.

No ar 3
Em tempo: lei sancionada em maio por Dilma torna sigilosa a investigação de acidentes aéreos por parte da Aeronáutica. Tudo para evitar especulação.

Ante as declarações de Fernando Grella, ontem, o secretário de Segurança Pública de São Paulo não deve estar a par da mudança – que deixa clara a independência entre as investigações civis e aeronáuticas.

E o acesso da polícia e do Ministério Público às gravações das caixas-pretas de dados e de voz do avião só poderá ocorrer mediante decisão judicial.

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