Ninguém sabe, ninguém viu

Sonia Racy

06 de maio de 2016 | 12h19

Depois de o deputado Bruno Covas pedir esclarecimento sobre menção que José Dirceu fez sobre uma possível indicação do PSDB para cargo em Furnas, a resposta do governo federal a solicitação foi… “Não é comigo”.

A afirmação foi feita durante depoimento de Dirceu ao juiz Sergio Moro, em Curitiba, em fevereiro.  Há suspeitas de que a estatal de energia Furnas teria sido palco de esquemas de corrupção com operadores distintos, semelhante com o que ocorreu com a Petrobrás.

Chefe da Casa Civil na época dos fatos — do governo Lula –, o petista disse à Justiça que a informação que chegou a ele “é que havia uma indicação do PSDB em Furnas”. “Eu não digo que é oficial do PSDB, para ficar bem claro.”

Covas protocolou pedido para que a Casa Civil especificasse de que funcionário Dirceu poderia ter se referido. Em resposta, a pasta informou não ter registros de informações sobre isso. E que “desconhece existência de órgão que controle ou mantenha informação sobre filiação partidária de ocupantes de cargos de confiança da administração federal”.