Rivais externos tiram proveito da Operação Carne Fraca

Sonia Racy

18 Março 2017 | 00h45

Concorrentes internacionais da carne brasileira estão soltando fogos para a operação Carne Fraca, deflagrada ontem pela PF. É que ela atinge, em cheio, a credibilidade do maior exportador de carne do mundo, o Brasil.

E, apesar de não acreditarem, segundo se apurou, que empresas como BRF ou JBS possam jogar no lixo todo o investimento em marketing, produção e profissionalização para cair em “corrupção barata para liberar carne podre para consumo”, os estrangeiros se organizam.

Vão, em seus respectivos países, acionar agências sanitárias visando barrar a entrada do produto nacional.

Criadores de gado
desconfiam de ‘incentivo’

Por outro lado, esta coluna conversou com empresários e criadores de gado. Eles desconfiam de algum tipo de “incentivo” aos agentes fiscais para agilizar processos de exportação– sempre tão lentos.

No horizonte, um
‘ataque especulativo’

Mesmo que não se confirmem as denúncias de carne adulterada na JBS e BRF, (dois dos 70 envolvidos), é certo que ambas enfrentarão “ataque especulativo” dos concorrentes de fora. Ontem, as ações da BRF caíram 7,27% e as da JBS, 11%.

Murilo Ferreira e seus
‘mistérios’ na China

Durante sua visita ao ministério da Indústria e Informação Tecnológica da China, o vice-ministro Xu Lejiang perguntou a Murilo Ferreira, presidente da Vale: “Meu amigo de tantos anos, você irá aposentar?”.

Enigmático, o presidente da Vale respondeu com um sorriso: “Não”.

Santander ‘escolhe’
seus famosos 

O Santander fechou parceria… cinematográfica. Acordo com a Neflix permite que ele utilize trechos de séries originais do serviço de streaming para alavancar a venda de cartões.

Um dos primeiros “garotos-propaganda” da campanha pode ser, por exemplo… Frank Underwood.

Carmen Lucia leva adiante
o combate à violência 

Não foi para inglês ver. Uma semana depois do lançamento, Cármen Lúcia, pelo CNJ, já deu andamento à Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres.

Os tribunais de Justiça de todos os Estados, que tratam do tema, têm 30 dias para responder questionário.