Nas entrelinhas

Sonia Racy

12 de novembro de 2014 | 01h08

Além da cobrança na condução da economia do País, a carta de demissão de Marta Suplicy– antecipada ontem pelo blog da coluna – contém recado político indireto. “Na condução do Ministério da Cultura, e como senadora licenciada pelo PT, não me apequenei, o fiz com coragem e determinação. Não fugi à responsabilidade de meu compromisso público ao me posicionar e ter feito o que acreditava ser o melhor para o Brasil e o povo brasileiro.”

Pelo jeito, a ex-prefeita de SP está se referindo a seu apoio à candidatura de Lula.

Entrelinhas 2

Marta já tinha tentado sair do MinC antes. Pediu demissão dois dias depois do segundo turno, mas a presidente não aceitou. Disse que conversaria com a ministra no dia 3 de novembro, quando voltasse da base naval de Aratu, na Bahia – onde passou férias.

No retorno, Dilma fez um apelo: que ficasse pelo menos até dia 5, para participar da entrega da Ordem do Mérito Cultural. Depois disso, a petista se sentiu liberada para sair. E foi o que fez.

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