“Não se pode combater violência com mais violência”, afirma Todd Chapman, embaixador dos EUA no Brasil

Sonia Racy

06 de junho de 2020 | 00h50

Para Todd Chapman o caso de George Floyd, asfixiado de maneira chocante por um policial nos EUA, foi de “abuso de direitos humanos e de violência policial”.

Mas não pode ter “a violência como resposta”. “Isso é muito ruim. Não se pode combater violência com mais violência”, ponderou à coluna o novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil.

Como exemplo desse tipo de reação, cita a morte esta semana de David Dorm, policial americano aposentado, morto por criminosos.

Tanto os EUA quanto o Brasil, avalia o diplomata, são países “multirraciais”, e precisam unir forças para combater o preconceito.

Como? Melhorando a representatividade de suas instituições. “No meu país, quantos dos nossos senadores são mulheres? Quantos são negros, índios, asiáticos?”, pergunta Chapman, adiantando que pretende trabalhar para ampliar esse debate com o Brasil.

O embaixador conta que em conversas com “colegas afro-americanos e latinos”, tem dito que a hora é de saber que tipo de sociedade queremos.

Chapman embarcou em Washington para assumir o cargo em Brasília, dia 29 de março. Quase não conseguiu por causa de restrições brasileiras na pandemia. “Elas eram parecidas com as que os EUA impôs agora ao Brasil”, compara, acreditando que a medida cairá em breve.

Pantaneiro

O livro Pantanal, de João Farkas, já está na gráfica do Sesc e será lançado em julho. Entusiasta da região preservada, o fotógrafo também montou o documentário Ruivaldo o Homem que Salvou a Terra, dirigido por ele e Jorge Bodanzky, exibido até amanhã na plataforma digital da Mostra Ecofalante.

Fruto da Documenta Pantanal, iniciativa sua para ajudar o bioma, o longa será exibido na TV Cultura na próxima semana.

Vem cá…

Em conferência na Bahia, Mario Sergio Cortella ouvia jovem moradora de quilombo dizer que era “neta de escravos”. Após o evento, ele a procurou pra dizer que não havia escravo, mas homens e mulheres que foram escravizados. “Você é, então, neta de escravizados”. O filósofo e escritor conta essa história em A Diversidade: Aprendendo a Ser Humano – que lança hoje pela Littera.

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