‘Não faz sentido falar de coisas machistas se canto a igualdade entre os sexos’

‘Não faz sentido falar de coisas machistas se canto a igualdade entre os sexos’

Sonia Racy

21 de novembro de 2015 | 01h40

Foto: Luciana Prezia

Foto: Luciana Prezia

A coluna acompanhou o ensaio que Anitta fez para a Arezzo em um estúdio na Vila Leopoldina. A cantora foi dirigida por Giovanni Bianco, diretor criativo que também está por trás de seu último álbum, Bang. Com a ajuda da amiga Marina Morena, a carioca vem transformando seu estilo e deixando os tempos de funqueira para trás. Questionada sobre a campanha Meu Primeiro Assédio, ela foi direta: “Não me lembro de ter sofrido um assédio. Se lembrar, eu conto”. A seguir, os melhores momentos da entrevista.
Seu nome verdadeiro é Larissa. De onde veio a ideia de ser chamada de MC Anitta?
Nunca fui MC, não sei rimar, não sou rapper. Anitta escolhi na época de Presença de Anita. Eu adorava a novela.

Parece que seus tempos de funqueira estão ficando para trás. Você está cantando outros ritmos em suas apresentações.
Não costumo dizer que estou mudando, digo que estou acrescentando coisas diferentes ao meu repertório. Sou muito eclética.

Ainda tem medo de avião?
Tenho, mas tento controlar os medos que me atrapalham. Tenho pavor de coisas que tiram o foco do meu trabalho.

Segue alguma religião?
Tenho fé, e só.

Você fala abertamente sobre suas plásticas. Hoje se sente bem como está ou pretende seguir fazendo outras intervenções?
Sempre me senti bem. Nunca fiz plástica por estar me sentindo mal, foi uma questão de momento e necessidade.

Nos últimos tempos as redes socais foram tomadas por depoimentos de mulheres falando sobre seu primeiro assédio, campanha do coletivo feminista Think Olga. Ano passado, você e Pitty entraram em uma discussão calorosa sobre o assunto e você foi muito criticada. Mudou de ideia sobre o assunto?
O assunto foi um pouco distorcido. Aproveitaram-se de uma situação para fazer parecer que eu tinha uma opinião que na verdade não tinha, e foi levantada uma polêmica que eu não queria levantar. Não faz o mínimo sentido falar coisas machistas se eu canto a igualdade e o respeito entre os sexos.

Qual foi seu pior assédio nesses anos de carreira?
Encaro isso de forma normal, nunca sofri com isso. Não encaro como sofrimento, acho que nunca aconteceu comigo.

Quer dizer que você nunca sofreu um assédio?
Não que me lembre. Se eu me lembrar, eu conto. / SOFIA PATSCH

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