‘Tá difícil se divertir, tudo tem um olhar torto’, reclama Wolf Maya no Copa

‘Tá difícil se divertir, tudo tem um olhar torto’, reclama Wolf Maya no Copa

Cecília Ramos e Marcela Paes

23 de fevereiro de 2020 | 19h15


CAMILA QUEIROZ, RAINHA DO BAILE DO COPA. FOTO VERA DONATO

 

Animais e clima de floresta – e quase nenhum índio – foi o que se viu no Baile do Copa deste ano. Poucos convidados se arriscaram a usar cocares ou pinturas indígenas depois da recente polêmica envolvendo a atriz Alessandra Negrini no desfile do Baixo Augusta – onde ela foi acusada de apropriação cultural.
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“Está difícil se divertir. Tudo tem um olhar torto. Mas é uma festa. É carnaval!”, disse Wolf Maya, que defendeu a atitude de Alessandra. E ela nem é minha amiga, viu? Fizemos uma novela juntos – e vou te falar, não foi fácil. Mas a atitude de cidadã está de parabéns. Quantas atrizes estão aí quietinhas e medrosas sem se posicionar?”
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O diretor, que vive metade do ano em NY e a outra metade no Rio, credita parte de sua vontade de permanecer nos Estados Unidos à situação política e cultural do Brasil. “Lá consigo criar muito mais, vou ao teatro, show. Tenho espaço pra pensar”

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Já o cantor Jorge Ben Jor, de volta ao Brasil após cinco anos morando nos EUA, estava curtindo o assédio dos convidados. Atendia aos pedidos de selfie, mesmo escoltado por três assessoras. Ele não aparecia no baile havia uma década, mas resolveu prestigiá-lo, agora que está morando de novo no Rio. “Apareceram contratos bons por aqui. Foi por isso que voltei”. Vai também à Marquês de Sapucaí. “Vou sair pelo meu Salgueiro!”
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A rainha do baile, Camila Queiroz, chegou com o marido, Klebber Toledo, sambou sem ele no palco e depois os dois se ativeram ao camarote. Mesmo com uma fantasia comportada, ela disse estar se sentindo “zero coberta”. “É a minha primeira vez assim”. Como? “Assim, ó, mostrando a bunda!”, explicou, apontando para o bumbum. Por precaução, pediu a seus stylists que levassem uma meia-calça. “Deu insegurança! Eu tenho celulite e podiam me julgar.” Acabou dispensando o acessório. “No fim, não quis, porque entendi que sou assim, alta e magra, fora do padrão da gostosa. Fiquei confiante. É assim que eu sou.”
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Na falta de celebridades – poucas apareceram na festa deste ano – selfies com a girafa e a zebra foram muito disputadas pelos convidados, que pacientemente fizeram filas na entrada do baile por um clique com atores que usavam as fantasias de animais.
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Observando mais quieto a festa no salão, Guilherme Fontes disse que só se sentiu totalmente livre de Chatô, o Rei do Brasil, este ano. O filme demorou 21 anos para ser feito e foi lançado em 2015. Ele pretende abrir uma produtora cinematográfica. “Sou mal acostumado nesse ramo em que trabalho. Quando penso numa coisa, não penso se ela é barata ou cara. Só avalio se a ideia é boa ou não – mas é óbvio que, com a conjuntura atual, tem que se pensar menor. Estou procurando artifícios para viabilizar as coisas.”
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Luiz Carlos Trabuco e Lucília Diniz circulavam animados. “Foi ele que me arrastou pra cá. Fazia seis anos que eu não vinha a esse baile. Ele gosta mais de carnaval do que eu”, comentou Lucília, fantasiada de borboleta. “A festa está muito bonita, mas está muito barulhento isso aqui”, observou o banqueiro, saindo do salão de braços dados com a namorada.
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Solteira após o término recente com o ex-marido, Wagner Santisteban, Antônia Morais desfilava com um vestido de paetês e dois amigos a tiracolo. A atriz e cantora voltou a morar no Rio com os pais, Glória Pires e Orlando Morais, e se prepara para lançar o álbum Luiza 20.20 – “100% autoral, viu?”. Nos próximo dias ela começa a gravar Gênesis, nova novela bíblica da Record. “Minha personagem é Zenadi, que era para ser sacerdotisa e se vira contra isso. Ela é bicho solto. Me identifiquei.”

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