Música e letras

Música e letras

Sonia Racy

04 Dezembro 2014 | 01h20

 

Foto: Iara Morselli/Estadão

A noite de terça-feira foi repleta de boa música (e siglas) na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi. Ciceroneados por Zé Maurício Machline– que lançou livro sobre os 25 anos de seu Prêmio da Música Brasileira –, Wanderléa, Mariana Aydar, Zélia Duncane Zeca Baleiro participaram de bate-papo sobre MPB e PMB.

Pouco antes de entrar na Sala de Cursos, que abrigou o encontro, Mariana – com a filha, Brisa, no colo – contou à coluna que lançará novo álbum no primeiro trimestre de 2015. Repertório? “Ainda é segredo”, desconversou. Em seguida, Zélia se aproximou da menina e disse para Mariana: “Foi você que fez, né? Que loucura!”. As duas riram.

Já munido de microfone, e visivelmente emocionado, Machline fez questão de reverenciar os quatro cantores presentes e demonstrar sua admiração por Maria Bethânia – que, por sinal, será homenageada na edição 2015 da premiação. Ressaltou também o aumento da quantidade de candidatos ao PMB. Pelas contas do empresário, o número de inscrições sobe 10% a cada ano: “É um grande desafio e uma maravilha ver a música chegando de todos os cantos do País”, avaliou. A seu lado, a eterna ‘Ternurinha’ concordou: “Trata-se do Oscar da música brasileira”.

Questionado pelo anfitrião sobre como consegue produzir tanto, incluindo trabalhos de músicos desconhecidos, Baleiro foi sintético: “Culpa da insônia. Durmo pouco. Se não trabalhar, enlouqueço”.

Na plateia, mais estrelas, como Maria Adelaide Amaral (a autora se disse ansiosa pelo desafio de escrever uma novela das 21 horas, para a Globo, prevista para estrear em 2016), Eva Wilma (“abri um espaço para o Zé na agenda da peça”, disse, se referindo a Azul Resplendor, que ela tem levado a palcos do País inteiro desde o ano passado, parte das comemorações por seus 60 anos de carreira), John Herbert Junior (músico, filho de Eva) e Sérgio Mamberti, um dos primeiros a chegar.

Pouco antes do fim da conversa, do lado de fora, a fila para pegar um autógrafo de Machline já adentrava o salão principal da Cultura. A noite de boa música, pelo menos para ele, estava apenas começando. /DANIEL JAPIASSU