Muito além do jardim

Sonia Racy

21 de setembro de 2010 | 22h59

O Ibirapuera amanhece hoje diferente. A inauguração da exposição Jardins do MAM muda o cenário do parque. Inspirada no Festival Internacional de Jardins de Chaumont, que acontece na França, a mostra apresenta nove projetos de paisagismos de artistas brasileiros e franceses. Felipe Chaimovich, curador do museu, conversou com a coluna.

Como nasceu o projeto dos Jardins do MAM?

As negociações com o Festival de Chaumont começou há dois anos e meio, ainda durante a comemoração do ano do Brasil na França. Por coincidência, eles já tinham interesse em levar a mostra para outros países. A partir daí montamos um planejamento estratégico, em parceria com a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente.

Qual é a proposta da exposição?

Queremos discutir alimentação. Como o Brasil poderá utilizar o solo de maneira mais sustentável. Alguns artistas abordaram o tema como comida, outros preferiam retratar os alimentos que sustentam a alma e o espírito. A proposta é criar uma obra viva e transformadora. A exposição passará por mudanças diárias até seu ultimo dia, em 31 de dezembro.

Existiu alguma preocupação extra por ser o Ibirapuera uma área tombada?

Sim, tomamos o cuidado para que todos jardins fossem suspensos. Não há qualquer interferência no solo do parque.

O evento fará parte do calendário do MAM?

Não há ainda previsão. A ideia é fazer o primeiro e depois pensar no futuro. No entanto, surgiram conversações para artistas brasileiros participem da próxima mostra na França.

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