Muitas mulheres e nenhum segredo

Sonia Racy

25 de janeiro de 2012 | 23h00

Até os 30 anos, Hillary Clinton não podia ter cartão de crédito próprio: era obrigada, pelos bancos, a adquiri-lo em nome do marido. Com histórias como esta sobre o papel da mulher na sociedade – e esbanjando simpatia –, a Secretária de Estado dos EUA abriu a reunião inaugural de seu Conselho Internacional de Liderança Feminina em Negócios.

O encontro, que aconteceu anteontem, em Washington, contou com a participação de poderosas, como Indra Nooyi, CEO da Pepsico, Cherie Blair (mulher do ex-premiê Tony Blair), do Reino Unido, e a única representante da América do Sul, Wanda Engel, superintendente do Instituto Unibanco.

Da capital norte-americana, por telefone, Wanda contou à coluna que foi a primeira a relatar experiências positivas – no caso, do Brasil. Destacou a estratégia de focar na mulher os programas de transferência de renda condicionada: citando a Rede de Proteção Social e, depois, o Bolsa Família como métodos efetivos de diminuição da desigualdade socioeconômica no País.

Como resultado do encontro internacional, foram criados quatro grupos de estudos voltados à população feminina: um de acesso ao crédito; outro ao mercado de trabalho; o terceiro de lideranças; e, por fim, o de capacitação, treinamento e educação – do qual a brasileira, agora, faz parte.

Entre uma apresentação e outra, nos corredores do Departamento de Estado, as líderes perguntavam a Wanda sobre Dilma Rousseff. E ficaram impressionadas com os índices de aprovação da presidente (59%, segundo pesquisa do Datafolha). Wanda, que foi secretária de Estado de Assistência Social na gestão FHC, garantiu que divulgou a notícia “com muito orgulho”.
DÉBORA BERGAMASCO

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