Documentarista de Democracia em Vertigem foi “honesta”, diz Moro

Documentarista de Democracia em Vertigem foi “honesta”, diz Moro

Sonia Racy

21 de janeiro de 2020 | 19h02

SERGIO MORO. FOTO: DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO

 

Na estreia da jornalista Vera Magalhães, colunista do Estadão, na Roda Viva da segunda-feira, na TV Cultura, Sergio Moro chegou meia hora antes do início do programa, acompanhado apenas de uma assessora. Foi recebido pelo presidente da TV Cultura, José Roberto Maluf. Antes de entrar no estúdio, o ministro foi até o batalhão de fotógrafos mas não quis falar com os jornalistas.

Moro conversou com a coluna após o término do programa, ainda dentro do estúdio. Enquanto posava para fotos, atendendo a pedidos, o ministro disse que “não tinha como atestar” se de fato houve uma tentativa de Bolsonaro de demiti-lo.

Sobre o filme Democracia em Vertigem, afirmou que “com todo respeito” à cineasta Petra Costa, “não corresponde à realidade”. Ele contou que viu o documentário indicado ao Oscar no fim de semana. “Pelo menos a documentarista (Petra) foi honesta em colocar desde o início toda a simpatia que ela tem pelo Partido dos Trabalhadores e que o Lula, para ela, é um herói”, afirmou Moro, nesta entrevista à repórter Cecília Ramos.

Houve risco real de o sr. deixar o governo ou isso foi fomentado?
Eu citaria de novo Mark Twain (que ele mencionou na Roda Viva e depois em seu Twitter). Os boatos quanto à ruptura foram todos exagerados. Esse episódio, a meu ver, sequer existiu dessa forma.

Então, pode contar de que forma existiu?
Eu não sei. Eu não tenho como atestar que isso aconteceu. Por mim, não aconteceu.

O documentário Democracia em Vertigem termina, na última cena, dizendo que o senhor virou ministro de Bolsonaro enquanto Lula foi preso. Qual a sua avaliação do filme?
A meu ver o filme deixou muito claro que a perspectiva é a do Partido dos Trabalhadores. Pelo menos a documentarista foi honesta em colocar desde o início toda a simpatia que ela tem pelo Partido dos Trabalhadores e que o Lula para ela é um herói. Ela construiu o documentário dessa forma, que é uma narrativa, com todo respeito, que não corresponde à realidade.

No inicio de sua entrevista, o ex-presidente Lula tuitou que estava assistindo à minissérie Olhos que Condenam, no Netflix. Fala da história real de cinco adolescentes em NY condenados injustamente por um crime e que lutaram para provar a inocência. O que o senhor acha?
Gente… (o ministro dá as costas para tirar uma foto com uma pessoa do estúdio que pede o registro com ele). Hoje já foi entrevista demais. Sem mais comentários…

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