Moreira e Padilha causam desconforto no Planalto

Sonia Racy

16 de fevereiro de 2017 | 00h45

Assessores de Temer já não escondem o desconforto com a manutenção de Moreira Franco e Eliseu Padilha no governo. Avaliam que os ministros podem até sobreviver às delações da Lava Jato mas a imagem do governo sairá arranhada de qualquer maneira.

“Como no caso de Geddel”, exemplifica fonte próxima ao presidente.

Falhou

O vazamento de que Temer virá para São Paulo, amanhã, para um jantar restrito, irritou o presidente, que avalia se manterá o compromisso.

Considera que houve falha no sistema de segurança do Planalto.

Independentemente, movimentos sociais já planejam protestos e acampamentos em frente ao gabinete presidencial da Avenida Paulista e da casa de Temer.

Apoio 

Alexandre de Moraes ganhou carta de apoio do Conselho Nacional de Secretários da Segurança Pública à sua indicação no STF. Que, entre outras, afirma que o ministro da Justiça licenciado é “constitucionalista renomado” com “vasta bagagem jurídica” e “substancial experiência em gestão pública”.

A postos

Julio Serson, secretário de Relações Internacionais de São Paulo, viu ontem durante conversa com o sheik Hamad Bin Zayed, do fundo Abu Dhabi Investment Authority, real chance de negócios na área imobiliária. “São Paulo é dona de inúmeros imóveis desocupados e outros muitos dados em quitação de dívidas com o fisco”, informou ele diretamente de Abu Dhabi.

O irmão do príncipe sultão emir Mohammad Bin Zayed tem algo como US$ 1 trilhão nas mãos para administrar. Praticamente a metade do PIB do Brasil. O fundo Adia aparentemente não teve negócios diretos com Eike Batista, como ocorreu com outro fundo de Abu Dhabi, o Mubadala.

Dia de 36 horas

João Doria vai acabar matando sua equipe nas andanças pelos Emirados Árabes. Só ontem tiveram que atender a dois almoços diferentes. E como, por lá, não comer é um insulto direto ao anfitrião… quase tiveram uma indigestão.

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