Estados não ajudam Transparência a formar o cadastro de empresas punidas

Sonia Racy

19 Abril 2017 | 00h45

O Ministério de Transparência está “correndo atrás” de uma leva de distraídos por todo o País. Até agora, só 19 Estados e 52 cidades aderiram ao chamado Cadastro Nacional de Empresas Punidas – o sistema de registro dos que, por cometerem alguma irregularidade, ficam proibidos de fazer licitações e contratos com o poder público.

Sem uma lista nacional atualizada, o cadastro se torna pouco eficaz para impedir novas irregularidades.

ONG cria modelo de recuperação
de presos melhor e mais barato

Um levantamento inédito, feito por uma ONG associada ao Conselho Nacional de Justiça, mostra, com números, que é mais barato fazer o presidiário cumprir pena fora dos presídios, trabalhar e estudar do que mantê-lo atrás das grades.

Já atuando em 43 cidades do País, a Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados criou uma receita que junta autovalorização, responsabilidade e capacitação. A fórmula tem reduzido em 30% a reincidência criminal e custa menos da metade do valor do sistema tradicional.

OAB-Rio avalia se apoia pedido
de impeachment para Pezão

Depois de reunião “quente” sobre a crise do Rio, entremeada de pedidos de impeachment para Pezão, a OAB fluminense jogou a toalha. Encarregou ontem uma comissão de decidir, até dia 4, se embarca nessa causa.

O governador nada viu. Na mesma hora estava no Congresso, em Brasília, fazendo lobby pela aprovação da PEC da Dívida dos Estados.

Justiça acata liminar e manda parar
obra que daria mais água a SP

O MP paulista pediu e a Justiça concordou. Saiu uma liminar que manda parar as obras destinadas ao uso do rio Itapanhaú no abastecimento de água de São Paulo.
Motivo? Os danos para Bertioga não foram devidamente avaliados, afirma uma ONG da Baixada Santista. Procuradas, Cetesb e Sabesp não comentam enquanto não receberem a intimação.

Alheio à crise, STF passa
a tarde discutindo… futebol

Enquanto não chega ao STF a trabalheira dos processos da Lava Jato, os ministros da corte dedicaram-se, ontem, a decidir… quem foi o campeão brasileiro de 1987. Naquele ano o Sport de Recife levou o título, mas o Flamengo se queixa até hoje.

Com vários flamenguistas assumidos no plenário, a sessão quase virou piada nas redes. Um deles, Luiz Fux, não votou porque o filho é advogado do time carioca. Marco Aurélio e Luís Roberto Barroso votaram contra suas cores. Deu Sport de novo, 3 a 1.