Moça das artes

Sonia Racy

29 de novembro de 2011 | 23h01

Se arte e educação andam lado a lado, Stela Barbierié a prova viva disso. Menina dos olhos de Heitor Martins e Agnaldo Farias, é ela quem monta, estrutura e coordena os núcleos educacionais de instituições como Tomie Ohtake, em SP. À frente do primeiro projeto educativo permanente da Fundação Bienal, que comemora 60 anos, a artista plástica conversou com a coluna.

Como você alia sua produção artística e os projetos educacionais?

Comecei a dar aula muito nova, portanto as duas coisas sempre caminharam juntas. Ao mesmo tempo em que fazia minhas exposições, comecei a trabalhar na Bienal, elaborando projetos de educação. Também dou aulas de artes na Escola Vera Cruz. Para mim, ser educadora é uma maneira de fazer arte.

O que significa para a Bienal um projeto educativo permanente?

É uma conquista para todos os educadores que já passaram por lá. Porque a Bienal sempre teve um educativo relevante. É um espaço catalisador de ideias, de diálogo. Portanto, é um momento muito feliz. Serão grandes oportunidades de aprimoramento, criando parcerias com o governo do Estado, elaborando projetos de educação à distância. É importante ressaltar que o educativo só acontece a longo prazo.

Nesse processo, qual é o maior desafio?

Criar uma interlocução verdadeira. E espaços para pesquisa e investigação. Além disso, proporcionar situações de tempo e espaço que possam potencializar o encontro com a arte. É bastante desafiador que esse encontro seja de qualidade.
/MARILIA NEUSTEIN

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