Missão de paz

Sonia Racy

12 de julho de 2012 | 01h01

Depois de 15 meses, o Brasil vai finalmente reabrir sua embaixada na Líbia. O novo embaixador no país, Afonso Carbonar, já está nomeado e deve assumir nos próximos 30 dias.

É o primeiro ato de volta à normalidade nas relações entre Brasil e Líbia após a queda de Kadafi – quando o País chegou a ser acusado de ajudar o regime, colocando-se contra os então rebeldes.

Missão 2

Carbonar chega com a nada fácil missão de pacificar o ambiente para os negócios.

Nos últimos meses, as operações da Petrobrás na Líbia e as obras que estavam nas mãos das empreiteiras Odebrecht, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão ficaram paradas. Negócios estimados em US$ 6 bilhões.

Missão 3

A brasileira que sofreu maior desgaste perante o novo governo provisório foi a Odebrecht.

Responsável por obras como o bilionário aeroporto de Trípoli, projetado pelo regime.

Missão 4

Até a Petrobrás, que goza de boa imagem, sofre as consequências da escolha da diplomacia brasileira. Espera há meses retornar ao país. A decisão deve acontecer nos próximos meses.

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